As primeiras professoras do DF

Logo no início da construção da nova capital, os acampamentos dos operários eram compostos basicamente por homens, pois não era permitida a permanência de mulheres e crianças nas obras. Mas, com a chegada dos engenheiros e funcionários públicos, que podiam vir com suas famílias, viu-se a necessidade de construir uma escola para educar seus filhos. Foi então que inaugurou-se, no dia 15 de outubro de 1957, a Escola Júlia Kubitschek, nome dado em homenagem à mãe do presidente JK, que era professora.

Professora Júlia Kubitschek, mãe de JK

O projeto arquitetônico da escola foi elaborado por Oscar Niemeyer e executado em apenas vinte dias. Sua construção era em madeira e já contava com elementos que iriam fazer parte da arquitetura de Brasília, como os pilotis. A instituição funcionava no acampamento onde hoje está a Candangolândia, oferecendo educação em tempo integral. Sua orientação técnica ficou por conta do Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos, dirigido por Anísio Teixeira.

Antes da construção da escola, as aulas eram dadas ao ar livre

O corpo docente da nova escola foi escolhido em caráter de urgência entre as esposas e filhas dos próprios funcionários. Eram oito as professoras pioneiras, com a missão de atender 150 alunos. São elas: Amábile Andrade Gomes, Maria do Rosário Verner, Célia Cheir, Maria de Lourdes Moreira, Maria de Lourdes Cruvinel, Santa Alves Soyer, Carmen Daher e Ana Pereira Leal.

Projeto de Oscar Niemeyer, a escola foi construída em apenas 20 dias

Com o passar do tempo e o aumento do número de estudantes, a Novacap inaugurou outras escolas pelos acampamentos. Chegavam professores de outros estados e também concursados da ainda capital federal, o Rio de Janeiro. No final de 1959, a Escola Júlia Kubitschek já contava com 560 alunos.

A escola original, de madeira, funcionou até 1969, quando foi interditada devidos aos riscos oferecidos por sua estrutura já bem deteriorada. Depois disso, o prédio foi ocupado por famílias sem moradia que ficaram ali até 1980. Em 1985, o local foi destruído por um incêndio e, finalmente, demolido.

Devido à deterioração e falta de manutenção, o prédio foi abandonado em 1969

Em 2009, como forma de homenagear a escola pioneira, um novo prédio foi construído no local, funcionando com o nome de Centro de Ensino Médio Júlia Kubitschek.

O Centro de Ensino Médio Júlia Kubitschek tem capacidade para 2 mil alunos

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